Integração Sensorial

“Nos anos 60, a terapeuta ocupacional, Jean Ayres, começou a desenvolver a Abordagem de Integração Sensorial. Sua teoria diz que a Integração Sensorial é uma capacidade inata do ser humano de receber, processar e organizar respostas adaptativas aos estímulos que recebemos do ambiente. Algumas crianças, devido a desordens do processamento sensorial, neurológicas, de aprendizagem ou atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, apresentam dificuldade em interpretar e organizar tais informações. A atuação do terapeuta ocupacional com ênfase na Integração Sensorial busca através de um contexto lúdico, promover experiências sensoriais que promovam respostas adaptativas e gradualmente mais complexas, com o objetivo desenvolver novos comportamentos e ações cotidianas, de auto cuidado, escolares e de lazer.”
– Cristiane Bravo, Terapeuta Ocupacional

O tratamento organiza as sensações do corpo possibilitando o uso do mesmo efetivamente no ambiente, através da estimulação dos sistemas sensoriais: vestibular, proprioceptivo, auditivo, visual, tátil, olfatório e gustativo, objetivando a adequação dos mesmos, melhora da modulação, praxia, coordenação, aprendizado, organização de tempo e espaço e competência social. Este recurso aborda instrumentos de avaliação usados na observação clínica de crianças que evoluem com disfunção de integração sensorial, e o tratamento, que sempre ocorre no contexto da brincadeira ou ocupação.